Ahhh Maverick..... Você não para!
Já vimos o Maverick em corrida de circuito, subida de montanha, drift, arrancada e agora na Baja? Isso mesmo!
A Ford colocou o Maverick nas piores condições de teste aqui no Brasil e aos poucos, vamos descobrindo o que ele fez lá fora também, como o assunto de hoje.
Quando a gente fala de BAJA, provavelmente vem na nossa mente a imagem de um Fusca modificado pra andar na terra.
Baja é uma corrida do tipo rally off road das mais famosas e respeitadas do mundo. Desde os anos 60 é disputada na região da Baixa (Baja) California, no México, com o seu território seco, arenoso, acidentado, cheio de pedras e aberto, com todo tipo de obstáculo natural.
Em 1969 meu ator favorito, Steve McQueen participou também.
Existem duas provas mais conhecidas, a Baja 500 e a Baja 1000, que se referem a distância percorrida em milhas. Dentro dessas corridas existem várias categorias de veículos e motos.
Cada ano tem um percurso diferente, que só é liberado no dia da prova, mas a partida sempre acontece na cidade de Ensenada.
É uma corrida de resistência que atrai o mundo inteiro e em 1971, o Maverick entrou com tudo na Baja 500
Quem organiza a Baja é a NORRA - National Off Road Racing Association. Em 1971 a corrida aconteceu entre os dias 8 e 11 de junho, com um traçado de 557 milhas.
Terça-feira, 8 de junho, será dedicada ao registro, inspeção técnica e de segurança. A competição terá início às 12h01 do dia 9 de junho, quando a primeira motocicleta deixará a linha de partida. As demais motocicletas seguirão em intervalos de um minuto. O primeiro automóvel partirá da linha de largada às 13h01.
Os competidores deverão visitar 9 postos de controle (checkpoints) entre a largada e a chegada. Eles estão localizados em Camalu, El Rosario, Rancho Santa Ynez, Rancho Chapala, Papa Fernandez, San Felipe, Diablo Dry Lake, Valle De Trinidad e Ojos Negros. A NORRA fornecerá gasolina de 100 octanas para os veículos competidores em 6 dos 9 postos de controle.
Cada veículo será cronometrado individualmente. Será permitido um tempo máximo de 30 horas para cada um completar a distância e ser considerado um finalista. A entrega dos Troféus será realizada em Ensenada na noite de sexta-feira, 11 de junho. O local das apresentações será o Salon de Cristales.
Esse trecho foi retirado do material de divulgação do evento.
Basicamente você tinha que entrar no carro, acelerar tudo o que podia, não errar o caminho e torcer pra não aparecer nenhum buraco, uma árvore ou animal na sua frente. Você teria que lutar contra a poeira, calor excessivo e falta de recursos. Moleza!
Refiz o trajeto...
Não posso dizer que é exatamente o mesmo, mas passa elas principais localizações. É o necessário para nos ajudar a ter uma noção melhor dessa longa corrida.
Temos aqui o nosso competidor! Carro #170
Podemos ver que está mais pra um Maverick com pneus grandes e com vários acabamentos removidos, do que um Maverick transformado para rally.
O Maverick entrou na Categoria 1, Production Two-Wheel Drive Passenger Vehicles, ou seja, Veículos de Produção para Passageiros com tração em 2 rodas. (Não 4x4).
Além dessa categoria, existiam mais 7 e todos correriam juntos.
O Grande piloto Rodney Hall conseguiria a vitória?
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| Ford Times 2.72 |
O Maverick foi o primeiro carro americano dessa categoria a vencer a Baja 500!
Testes em todos os tipos de condição são necessários para testar um novo carro, mas para ter uma reputação de verdade, o carro deveria passar pela Baja 500
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| Ford Times 2.72 |
Rod Hall já tinha vencido a Baja 1000 em 1969 com um Ford Bronco 4x4, totalmente diferente do Maverick. Ele tinha experiência, mas o Maverick não e por isso, começou a corrida com cautela, ganhou certa confiança após 90 milhas, resistiu a atrasos frustrantes e, eventualmente, voltou para casa como vencedor na categoria de carros de passeio de produção com tração em duas rodas.
O Maverick foi patrocinado pela Jack Gosch Ford de Hemet, Califórnia, e preparado pelos proprietários Roger Subith, também de Hemet, e Bill Blakely de Santa Ana.
A carroceria totalmente soldada do Maverick proporcionou um excelente ponto de partida para a conversão de corrida. Um motor Ford V-8 de 302 polegadas cúbicas foi inserido para obter mais potência. As únicas outras alterações foram santo antônio, um tanque de combustível grande, medidores de instrumentos, faróis especiais para condução noturna, amortecedores duplos e molas helicoidais pesadas na frente.
"Eu estava cético no início", comentou Hall. "Estava preocupado com as juntas esféricas e com medo de que a caixa de direção rachasse. Além disso, achei que ele fosse leve demais para o terreno acidentado que viria pela frente."
"Cheguei a colocar o Maverick a 176 km/h, talvez, mas na maior parte do tempo o mantive a 144", relembrou Hall.
Encontraram o momento da verdade no segundo trecho — uma extensão de 59 milhas de costelas de vaca com buracos de trinta centímetros de profundidade como um perigo adicional.
"Comecei a 64 km/h, mas o Maverick lidava com as depressões tão facilmente que me senti em uma cadeira de balanço", disse Hall. "Comecei a ganhar velocidade e cheguei a 144, apenas passando por cima daqueles buracos. Descobri que conseguia fazer curvas muito bem e tinha uma potência tremenda para a reta. E eu não estava batendo no fim do curso da suspensão."
Que legal, o Maverick era desconhecido para o Rod Hall e também novo para um evento pesado desse tipo. Muito interessante ver como ele foi pegando confiança e vendo que o Maverick realmente era capaz de atropelar tudo pela frente
Geralmente é essa sensação que temos, mas quando a gente dirige e vê de fato o que o carro é capaz, nada mais pode atrapalhar.
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| Ford Times 2.72 |
Antes de ele chegar ao Rancho Santa Ynez, há 238 milhas do ponto de partida, Hall estourou dois amortecedores.
"Eu os arranquei, mas não fez muita diferença na dirigibilidade", disse ele.
Hall queria chegar ao Rancho Chapala antes do anoitecer, antes de um trecho de cânion estreito onde ele teve que tomar uma grande decisão.
"No reconhecimento feito com um Bronco, descobri que o cânion estreito na saída de Chapala tinha sido alterado por um furacão", disse ele. "Naquela época, não senti que o Maverick conseguiria atravessar, então voltei cerca de 75 milhas para verificar um desvio de 40 milhas que me levaria cerca de 15 minutos a mais."
Mas, no momento em que Hall chegou a este ponto, ele tinha tanta confiança no carro vermelho que teve certeza de que conseguiria passar pela passagem de 12 milhas. No entanto, ele estourou um pneu traseiro direito quando faltava um terço para o fim do trecho. Mas ele não pôde trocá-lo até chegar ao fim do cânion.
Mais tarde, o Maverick apresentou um problema de combustível. Ele parou para consertar uma linha de combustível danificada, o que lhe custou duas horas e meia.
Ele recuperou a velocidade na saída de San Felipe, mas em seu desejo de compensar o tempo perdido, colidiu com várias coisas, amassando o protetor de cárter e a parte inferior do radiador, deixando muita tinta para trás.
Depois de conseguir alguns filetes de gasolina de uma velha lata de combustível em Valle de Trinidad, ele encontrou um novo oponente — a neblina. Ele disse que limpou o para-brisa, mas era como esfregá-lo com um pano gorduroso. Seu temperamento falou mais alto novamente e ele chutou o para-brisa para fora.
Quando o sol reapareceu, Hall disse que sabia que não tinha chances de vencer. "Comecei a perder o entusiasmo até que, de repente, avistei o Saab (O Saab não participou desta prova, provavelmente ele se referia a outro carro) à beira da estrada, há apenas cerca de 40 ou 50 milhas da linha de chegada", disse ele. "Passei rugindo por ele."
O problema de combustível surgiu novamente e Hall teve que retornar capengando — as últimas 26 milhas de Ojos Negros a Ensenada — a cerca de 32 km/h. A prova foi concluída em 15 horas e 10 minutos.
"Nunca tive problemas com a suspensão. Ele se comportava como um carro de Trans-Am", reconheceu Hall. "Caramba, eu pilotei como se fosse o Parnelli Jones."
Hall e o Maverick certamente deixaram suas marcas nas selvas mexicanas. Ou será que deveria ser o contrário?
Que aventura! Sem amortecedores, sem parabrisa, com radiador e protetor de cárter danificado, linha de combustível rompida... Quase não deu, mas ele se sentiu como o própio Parnelli Jones pilotando o seu Trans Am Maverick. Muito legal!
E nessa o Rod Hall foi sozinho!
15 horas e 10 de cautela, velocidade, superação, problemas, confiança e esperança.
Vitória do Maverick!!!
É legal também acompanhar a história dessa corrida do ponto de vista de outro forte competidor, o Cal Poly Pomona Race "Baja Taxi". Eles citam o Maverick passando por eles no final.
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| Ford Parts & Service Merchandising 8.1971 |
CAMPEÃO DA BAJA!
O Ford Maverick de Rodney Hall tornou-se recentemente o primeiro carro de passeio americano a vencer a categoria de produção com tração em duas rodas na extenuante corrida Baja 500 em Ensenada, México. O Maverick percorreu o traiçoeiro percurso de 557 milhas em 15 horas e 10 minutos — incluindo uma parada não programada nos boxes de duas horas e meia. Foi a primeira tentativa do Maverick na famosa corrida off-road.
"Eu sabia que o Maverick tinha boas características de dirigibilidade para começar", disse Hall, "mas fiquei surpreso com o quão bem ele realmente se desempenhou durante toda a corrida. Consegui ultrapassar alguns dune buggies e veículos de tração nas quatro rodas sem nunca perder o controle do carro."
Protótipos do Maverick original em 1969 passaram por um programa de testes sem precedentes, projetado para fazer o carro resistir a quaisquer tipos de estradas e condições de condução que encontrasse. Os carros foram submetidos a climas abaixo de zero, calor, poeira, vento e chuva, seja no local ou em câmaras de teste simuladas — tudo isso o serviu bem nos extremos da Baja.
A carroceria totalmente soldada do Maverick é projetada para fornecer excelente resistência sem peso adicional, enquanto suas suspensões dianteira e traseira e os amortecedores traseiros escalonados suavizam as forças de condução e frenagem e proporcionam conforto extra ao dirigir. Mais de 680.000 Mavericks foram vendidos desde que o carro foi introduzido em abril de 1969.
O próximo grande desafio do Maverick virá em novembro, quando Hall inscreverá o carro na "vovó" de todos os eventos off-road, a Baja 1000. Ele tentará duplicar sua vitória de dois anos atrás, quando ele e Larry Minor copilotaram um Ford Bronco rumo às honras gerais.
O experiente Rodney Hall ficando surpreso positivamente com o Maverick!
A Ford diz também mais detalhes dos teste feitos nos protótipos do Maverick para o seu lançamento. Perfeito!
Será que a Baja 1000 será nossa também?
| Santa Maria 8.7.1971 |
O jornal noticiou a mesma coisa.
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| Ford Car Facts Organizer 1972 |
A Ford usou a vitória do Maverick como uma comprovação de sua durabilidade.
Vamos ver mais né...
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| Hot Rod 9.1971 |
A Baja 500 não é uma corrida em pista de asfalto liso feita por pilotos que todos se parecem, sentados em seus carros de corrida reluzentes que todos se parecem, trabalhados por mecânicos em uniformes impecáveis que todos se parecem. Não é uma corrida que termina em um curto espaço de tempo e distância em um autódromo sofisticado com todas as comodidades de assentos, refrescos e banheiros. É uma corrida de 557 milhas através de um terreno espetacular, abrangendo todos os tipos de condições de estrada e fora-de-estrada, que leva metade de um dia e uma noite para ser concluída. É uma aventura ao ar livre para os trabalhadores e a maioria dos espectadores, que passam vários dias acampados. É como nos velhos tempos do Oeste, com postos de controle em ranchos ou pequenas aldeias separados por campos escassamente habitados.
Os pilotos de Baja e seus acompanhantes são homens muito jovens, homens mais velhos, mulheres, americanos, mexicanos, suecos, indianos e britânicos. São dublês, pilotos de corrida, ex-pilotos de corrida, campeões mundiais de rali, motociclistas, profissionais, especialistas e amadores. Eles planejam, fazem o reconhecimento e trabalham para percorrer o percurso no menor tempo possível. Eles são obrigados a passar por nove postos de controle. Como eles chegam a cada ponto depende deles.
O terreno e as condições são tão variados que nenhum veículo ou motor em particular tem uma vantagem especial, seja um grande motor V8 barulhento ou um pequeno motor de alta rotação. Todos os tipos de carroceria e veículos já detiveram recordes na Baja, desde um Monowheel até motocicletas e buggies de um ou dois lugares. Na Baja 1000 do ano passado, duas picapes ficaram em terceiro e quarto lugar na classificação geral.
Totalmente selvagem!
Não dá pra ler tudo, mas o suficiente.
Vemos mais uma foto do nosso Maveickão com Rod Hall.
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| Hot Rod 9.1971 |
A Categoria 1 foi vencida por um Maverick preparado, pilotado por Rodney Hall. Seu tempo de 15 horas e 10 minutos, no entanto, não quebrou o recorde de 14 horas e 14 minutos estabelecido no ano passado por Ingvar Lindqvist e John Ginni, pilotando um SAAB. O Maverick V8 302, preparado e inscrito por Subith e Blakely, parecia um carro de Trans-Am com altura livre do solo. Tinha rodas de 15 polegadas com pneus radiais de cinta de aço Sears 225 para ajudar a mantê-lo no ar. Não houve inscrições de fábrica para a SAAB este ano, e a inscrição particular de Lindqvist (carro vencedor da Baja 1000 do ano passado) quebrou um braço de suspensão superior ao sul de Ojos Negros.
Bater o recorde nesse tipo de corrida envolve muita coisa. Vencer é o principal.
Nessa ocasião, o Maverick vencedor percorreu 2.945,2 quilômetros.
Na Baja 500 de 1971, foram 891,2 quilômetros.
Considerando suas condições completamente diferentes, eu considero a Baja muito mais dura, mesmo tendo uma distância 3,3 menor.
Agora o Maverick estava equipado com o V8 289.
O Maverick chegou há 46 minutos do segundo colocado na sua categoria e foi o 33º na classificação geral.
232 participantes foram inscritos.
6 não largaram.
35 eram motos.
12 eram da categoria 9, apenas Fusca.
114 veículos completaram a corrida dentro do estipulado de 30 horas de duração.
Apenas 50,34 % completaram a prova.
OBS.: As fotos com P de marca d'agua, pertencem ao Petersen Automotive Museum
Essa última foto deve ser da chegada. Sem o parabrisa, com a saia dianteira amassada....
Absurdo! Sensacional!
E a Baja 1000?
Aconteceu entre os dias 2 e 5 de novembro de 1971 e lá estava nosso herói Rod Hall e o Maverick, mas dessa vez com Bill Blakely à bordo.
Carro #185
Esses pneus enormes deram outra cara para o Maverick. Será que era o mesmo carro?
Mas dessa vez não teve vitória.
Nossos aventureiros chegaram na 7ª posição na sua categoria e em 81ª posição na classificação geral.
52% dos participantes completaram a prova.
Não tenho mais detalhes dessa corrida....
A princípio, essa pesquisa terminaria aqui, mas como eu não paro de pesquisar, encontrei algumas coisinhas....
Os créditos estão nas próprias fotos.
Faróis protegidos para não serem quebrados.
Podemos ver melhor a pintura do teto.
E como era meio estranho, pra mim pelo menos, esses faróis auxiliares no teto... Mas com certeza eram bastante úteis.
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| Por: Steve Marolda |
Olha o Maverick alí atrás. Será que é o mesmo? Não sabemos o ano da foto.
Segundo o Evan Evans Racing, da esquerda para a direita estão: Larry Minor, Rod Hall, Walker Evans, Parnelli Jones e Bill Rush.
Turma de peso!
Até agora vimos o Maverick com o Rodney Hall, mas não foi apenas ele que guiou o nosso bólido pelos desafios do México.
Vejam só:
1972
Carro #133. Fotos da Baja 500 de 1972 com o Maverick do Marvin D. Crocker e Karol W. Vanzant.
Eles completaram a prova em 19 horas e 12 minutos, chegando em 13º na sua categoria e em 101º no geral.
A semelhança da pintura com o carro #185 é grande, mas isso tem uma explicação. Jim Vanzant, filho do Karol Vanzant disse que o Crocker comprou o carro e passou a usar.
A maior diferença externa é a ausência da saia dianteira. O carro já estava pronto.
Carro #79. Essa foi a participação na Baja 1000 de 1972.
Mesma dupla, mas veja que interessante:
Talvez na corrida anterior ele já estivesse usando esse motor.
Eu sei que eles não venceram, mas não tenho outras informações dessa prova.
1973
| tracksidephoto.com |
Carro #285.
Participação do Vanzant e Crocker na 400 Mint de 1973
1975
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| Por: Matt Chapman |
Carro #617
Segundo o site, essa foi a Baja 500 de 1975.
1976
Carro #618w.
Baja 500 de 1976. Piloto Rhoads Penna?
Carro 608#
Baja 500 1977.
É um Comet, mas eu coloquei aqui assim mesmo.
Carro #608
O Comet novamente, mas dessa vez na Baja 1000 de 1977.
Não sei dizer quem era o piloto.
Que surpresa! Eu não imaginava reunir tanta coisa. Essa pesquisa me lembrou a da participação do Maverick na IMSA. Espero que em breve mais novidades apareçam.
Resumindo:
O Maverick participou:
Baja 500: 1971, 1972, 1975 e 1976
Baja 1000: 1971 e 1972
Mint 400: 1973
Venceu na sua estreia a Baja 500 de 1971 com Rod Hall.
Excelente!
Parece que o Maverick não tem limites. Essa foi mais uma pesquisa que superou e muito as minhas expectativas.
No Brasil teve Maverick sendo modificado para 4x4, mas isso nós vimos em outra pesquisa.
Obrigado a todos e até a próxima.
MAVERICK NA HISTÓRIA
A História do Maverick contada como você nunca viu!
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