quarta-feira, 9 de abril de 2014

Com quantas notas de Cruzeiros comprava-se um Maverick em 1985?

Eu viajo imaginando formas de trazer o período dos anos 1970-1980 de volta a realidade e dessa vez cheguei um pouco mais perto.

Nós já vimos propagandas e preços do Maverick durante as publicações do blog, mas agora vamos entrar ainda mais nos detalhes.

De 1970 à 1986 a moeda nacional era o Cruzeiro. Ainda bem, porque depois disso a moeda mudou mais que mulher troca de roupa pra ir numa festa. Bom, então sabemos que durante a fabricação do Maverick no Brasil (1973-1979) o dinheiro utilizado era o Cruzeiro.

Na minha busca insaciável por coisas novas a respeito do Maverick, um dia olhei pra algumas notas antigas que eu tinha em casa e logo veio na minha cabeça: Quantas notas dessas uma pessoa teria que ter pra comprar um Maverick?  Passei a juntar notas de Cruzeiros na esperança de juntar aquele valor mágico. Pesquisei sobre as notas, sobre os preços do Maverick e onde eu poderia encontrar tudo isso. Em uma semana eu pedi notas antigas pra todo mundo que eu encontrava no caminho e deu certo. Várias pessoas que tinham alguma nota perdida em casa me ajudaram, mas fiquei impressionado com a quantidade de notas que meu amigo de trabalho José Luiz tinha. Foi muito legal por que eu nunca imaginaria que o Zé colecionasse esse tipo de coisa. Pra vocês terem uma ideia, desse dinheiro todo, somente 3 notas são minhas!










São:
7 notas de 1
2 de 5
1 de 10
1 de 100
3 de 200
1 de 500
16 de 1.000
13 de 5.000
17 de 10.000
3 de 50.000
7 de 100.000
Somando 1.102.227,00 de Cruzeiros!

Mas de quanto nós precisamos?


Estado de S. Paulo 16.1.85


Olha só o preço! Isso mostra como o dinheiro não valia nada e passava a valer menos a cada dia, pois a inflação nessa época era um monstro.

É, infelizmente não cheguei (ainda) aos 3.500.000,00 de Cruzeiros.

Você já deve ter visto os valores da época corrigidos para o valor atual, mas duvido que tenha visto o dinheiro da época em espécie em tão grande quantidade!

É até engraçado, meus amigos que não curtem muito esse tipo de coisa ficaram tirando sarro dessa idéia e não achavam que seria possível. Eu sei que é mais um registro histórico tanto da história brasileira quanto do Maverick e o pessoal da numismática vai gostar. Até os funkeiros ostentação (eca) da vida vão gostar. Quem dera eu ter vivido nessa época e ter toda essa grana rsrsrs.

A gente pode até comparar várias outras coisas que hoje custam mais de um milhão, com o preço do Maverick, mas essa parte eu deixo pra outra hora. Ainda preciso juntar mais 2.397.773,00 de Cruzeiros.

Essa foi uma das pesquisas mais complicadas que fiz. Primeiro tive que aprender sobre a história do dinheiro no Brasil, depois ir atrás desse dinheiro que se tornou uma raridade, separei tudo por moeda e período e aí sim eu tinha o que precisava. Nenhuma dessas etapas foi fácil e não é porque esse dinheiro “não vale mais” que tem o tanto que a gente quer. Tive que pesquisar um Maverick barato pra usar de exemplo. Cotei bastante em busca do menor preço rsrrs

Isso mostra que aquela famosa frase “Maverick é pra quem pode, não pra quem quer” infelizmente faz sentido L

Mas em 1985 o Maverick não era mais fabricado, então porque escolhi o ano de 1985?

Minha vontade era juntar as notas que circularam nos anos 70, mas elas são mais raras do que imaginei e naquela época, o maior valor que tínhamos nas notas era de 100 Cruzeiros, era bem parecido como nos dias de hoje. Dessa forma eu teria que juntar muito mais notas para dar o valor desejado. Não me dei por vencido e juntei a grana que dava.

Sempre gostei disso e vou continuar juntando notas e moedas antigas, inclusive se você quiser ajudar, entre em contato comigo, vai ser muito legal.

Além do José Luiz que ajudou muitíssimo, não posso deixar de falar do meu outro amigo, o Parada. Ele me deu umas notas em ótimo estado de conservação que só não estão na foto por se tratar de outro período. O Parada tem alguns carros antigos raros na sua garagem (nenhum Maverick, mas vou conversar com ele sobre isso kkkkk) e ele contou que quando a moeda mudou para o Real, apareceu um carro para comprar e ele levou 4 notas de 100 Reais, mas a filha do dono do carro, muito desconfiada não aceitou as notas, disse que não era dinheiro de verdade. Imagina a situação! Mas tudo foi resolvido no dia seguinte quando a moça levou o dinheiro no banco.

Um dos motoristas que trabalha comigo, o Pardal me deu uma nota de 200 Cruzeiros e aí perguntei o porquê ele tinha aquilo ainda. Fiquei admirado com a resposta, ele contou que na época ele quis guardar a nota para mostrar para a nova geração como era o dinheiro. Nessa hora me senti “O Prometido” e disse: Essa hora chegou e esse cara sou eu! Rsrsrs Ciente que eu cuidaria, entregou a nota pra mim.

Tem o Fabião também que trabalhou no banco nessa época e me contou tudo sobre a vida difícil em que a inflação deixava as pessoas. O Fabião é um cara incrível e ainda está devendo procurar umas notas pra mim. Não esqueci viu Pai... Paiaço! Kkkkk

Puxa, o complicado de falar o nome de um por um, é que a gente sempre esquece alguém, mas eu agradeci pessoalmente e agradeço novamente a todos os que ajudaram e ainda estão ajudando nessa pesquisa. Sem vocês eu só teria 500 cruzeiros rsrsrsrs. Obrigado pessoal!

Pra mim, gostar de Maverick envolve tudo isso. Qual outro motivo você teria para se interessar pelas muitas moedas brasileiras? Maverick é um bom motivo. É daí que vem o nome do blog: Maverick na História.
Esse tipo de coisa meu amigo, você só vê aqui!
For abraço!



Nota: 
De todas as minhas pesquisas e de todas as reportagens e fotos que publiquei no blog, ainda não havia colocado uma marca d’agua como fiz nas imagens dessa publicação. Por quê? Todas as minhas pesquisas tem a fonte e os créditos, pois obviamente as matérias de jornais, fotos e vídeos não são de minha autoria. Dá mesma forma que eu copiei outras pessoas vão copiar também, só que elas não terão todo o trabalho de pesquisa que tive. Não quero julgar ninguém, mas não consigo entender nem aceitar que empresas gigantescas, famosas e ricas também copiem e usem esse material como se fosse de sua autoria. Isso me revolta. Tipo, as fontes que uso para alimentar o blog sempre estiveram disponíveis, mas ninguém se interessou, agora que um besta começou a pesquisar e juntar tudo, os grandes vem o valor disso e se aproveitam desse besta copiando suas pesquisas sem dar a fonte ou crédito, nem do besta nem dos jornais e revistas.

A intenção desse blog é divulgar minhas pesquisas sobre o Maverick e ajudar a outras pessoas a conhecer a história completa desse carro. Nunca deixei de agradecer as ajudas que tive e muito menos de dar as fontes dos arquivos. Acontece que eu faço tudo isso pensando na divulgação da história do Maverick, mas outros fazem isso para atrair atenção para si mesmos, aí não dá certo.

Tenho minha consciência tranquila, sei que isso acontece, mas não me preocupo, pois nunca precisei abusar de ninguém pra manter meu blog e também não aceito receber atenção ou elogios por uma coisa que não foi eu que fiz.

Outra coisa é o Facebook. Se você quer usar a imagem que outra pessoa publicou, vai lá e compartilha, é pra isso que a função “compartilhar” existe, mas não, eles salvam a imagem e publicam como se fossem eles mesmos. Quando você compartilha, automaticamente já sai a fonte da imagem. Se a pessoa já ROUBARTILHOU, o que custa dar a fonte?

Eu estou de olho!

Então pessoal, é por esse e por outros motivos que algumas coisas do blog terão uma marca d’agua, coisa que eu nunca fui a favor, mas vai ajudar a manter as coisas em ordem. Não gosto de falar disso, criei esse blog pra falar de Maverick, mas não tem como fugir desse assunto.

FORD MAVERICK NA HISTÓRIA
Pra quem quer saber a história por trás da história.

E-mail para contato:
juninho8fonseca@gmail.com

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