terça-feira, 20 de agosto de 2013

O que o Maverick foi fazer no Uruguai?




Sabemos que o Maverick foi produzido nos E.U.A,  Canadá,  México e no Brasil. Seria estranho um Maverick no Uruguai? Sim, mas nem tanto. Como assim? Vejamos.
No início da década de 70, o Uruguai passava por uma guerra civil, que eu nem sabia que existiu, só fiquei sabendo por meio do Maverick, por isso vou dar uma explicação simples da situação do Uruguai na época pra poder falar onde o Maverick entra nessa.




O dia 14 de abril de 1972 entrou para a história do Uruguai e os jornais brasileiros também repercutiram a notícia. Há sites e blogs uruguaios falando desse período. Esse “esquadrão da morte voltado para executar pessoas da esquerda uruguaia” era da Dirección Nacional de Información e Inteligencia, DNII.
Então, a esquerda era formada pelos Tupamaros e eles atacaram e mataram 4 oficiais no carro da DNII.
Vamos ver mais evidências:



Jornal do Brasil 14.4.72

Jornal do Brasil 15.4.72


Jornal do Brasil 16.4.72


Folha de S. Paulo 16.4.72


A situação estava crítica no Uruguai e a guerra estava declarada.
Nessa última matéria vemos a foto do Maverick onde os oficiais foram mortos a tiros.

Deu pra entender o contexto da história e por mais trágico que seja essa idéia de guerra, vamos analisar a presença do Maverick no meio de tudo isso.

Vemos na foto que se trata de um Maverick quatro portas. Um Maverick no Uruguai no ano de 1972.
Don Corleone diria a respeito do Maverick baleado: “Veja como massacraram meu garoto!”.

Como esse Maverick foi parar no Uruguai?




Em 1972 o Maverick só era fabricado nos E.U.A, México e Canadá, logo, o Maverick escolhido pela DNII percorreu uma grande distância sendo importado de um desses países.
2 pontos chamam atenção:

1.       Importar um carro para servir o Departamento de Inteligência.
2.       Escolher um Maverick para cumprir essa missão.

Geralmente os carros escolhidos para essa finalidade são caros, famosos, luxuosos ao extremo e é claro que o Maverick sedan era espaçoso, tinha conforto e era confiável, mas eu fiquei surpreso ao saber que o Maverick tinha um cargo desses no Uruguai.
Isso também nos abre a cabeça para o fato que mesmo sendo em pouca quantidade, havia sim importações de automóveis e como vimos não era só o Brasil que importava.

A guerra dos Tupamaros foi mais uma lição que aprendi por meio do Maverick, mostrando que Maverick também é cultura (impossível não usar esse chavão) . Essa matéria despertou em mim a vontade de saber mais sobre a “pré-existência” do Maverick no Brasil e o próximo post vai mostrar que bem antes de 1973 já havia Maverick rodando em terras tupiniquins.


ATUALIZAÇÃO: As minhas pesquisas nunca terminam. Encontrei um documentário a respeito dos Tupamaros em que aparece um Maverick sedan. Seria o mesmo Maverick em que o oficial foi assassinados?

É muito provável que esse Maverick do vídeo seja o mesmo que está na Folha de S. Paulo.



Assistam, o Maverick aparece aos 2m17s.



FORD MAVERICK NA HISTÓRIA
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